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  Principais Teóricos  
  • HISTÓRICO NO MUNDO

ALGUNS DOS PRINCIPAIS MODELOS MUSICOTERAPEUTICOS
(Resumo)

Modelo Benenzoniano

ROLANDO OMAR BENENZON






Fonte:
http://www.fundacionbenenzon.net/
9ModBenenzon1cv.html

Formação

  1. ARTÍSTICA

Piano; Composição;  Experiência com : Pintura e Escultura.

  1. CIENTÍFICA

Médico; Psiquiatra(psiquismo fetal e autismo); Psicodrama(dinâmica de grupo).

 

  1. Primeiras Hipóteses

 “Um fenômeno musical e uma pessoa não constituem um eixo musicoterápico” (benenzon 2000,p.17).

Há necessidade de um vínculo terapêutico, portanto, “SOU UM DEFENSOR DA MUSICOTERAPIA ATIVA” (definida atualmente, como Musicoterapia Interativa, baseia-se no “fazer musical” entre Musicoterapeuta e paciente/cliente).

Definição - Musicoterapia segundo Benenzon:

  1. A Musicoterapia é uma   PSICOTERAPIA   que    utiliza   o som, a música,  o movimento,  e os instrumentos corpóreo-sonoro-musical, para desenvolver,   elaborar   e  reorganizar  um vínculo  entre  Musicoterapeuta e paciente e/ou grupo,  com   o Objetivo  de  melhorar a qualidade de vida do paciente,  reabilitando e recuperando-o para a sociedade.

MODELO BENENZON NO MUNDO:

Centro Benenzon. España; Fundación Mayeusis. Espana; Centro Benenzon. Italia; Centro Benenzon no Brasil http://www.centrobenenzon.com.br

 

Principais conceitos:

PRINCÍPIO DE  ISO 
Conjunto    infinito    de     energias  sonoras,  acústica  e   de  movimento que  pertencem a um indivíduo e que o caracteriza”. (2000, p.34) 

 

Identidade Sonora (ISO)

  1. Herança Sonora (vivências sonoras : gestação até a idade adulta).
  1. ISO – Conceito Dinâmico que se encontra em constante movimento de troca e que se nutre pelos processos de comunicação do indivíduo.

 

Objeto Intermediário

  1. todo elemento capaz de permitir passagem de energia de comunicação entre    um   indivíduo   e   o outro.

Objeto Integrador

  1. Instrumento    corpóreo-sonoro-musical   que   permite a   passagem   de   energia    de comunicação entre mais de duas pessoas e, portanto, fluidifica simultaneamente mais de dois canais de comunicação.

Tempo Terapêutico

  1. adequação, harmonia  e equilíbrio entre os tempos biológicos do musicoterapeuta e dos pacientes.

Musicoterapia Analítica

MARY PRIESTLEY

Musicoterapeuta inglesa, que desenvolveu método sustentado em teorias de Sigmund Freud, Melanie Klein e Donald Winnicott. Musicista, foi estimulada à Musicoterapia através do trabalho de Juliette Alvin e a partir de sua própria experiência no trabalho em Psicoterapia Analítica Junguiana. Desenvolve o Método de Musicoterapia Analítica na década de 60/70.

Fonte: http://www.voices.no/mainissues/mi40004000155.html
Sem Foto
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Definição - Musicoterapia Analítica segundo Priestley
“Musicoterapia analítica é a utilização simbólica da música improvisada pelo musicoterapeuta e pelo cliente para explorar o mundo interno do cliente e criar condições para o crescimento. Não se trata de aula, psicanálise ou terapia mágica que permite ao terapeuta e ao cliente transcenderem todos os problemas. É uma forma de tratamento como qualquer outro que possui seus próprios limites e contra-indicações” (apud BRUSCIA, 2000, p. 283).

Para Priestley, a meta principal da musicoterapia é a de eliminar obstáculos que impedem o paciente de apreciar todo seu potencial e alcançar objetivos pessoais. Tomando a direção desta situação, a musicoterapia analítica não estabelecem objetivos nem metas específicos antes que comece a terapia, se não que permite o paciente revelar seus próprios objetivos potenciais e obstáculos quando surge no processo de terapia.


Musicoterapia Criativa


PAUL NORDOFF  (1967)

Clive Robbins (middle) assisting a disabled boy in music therapy

CLIVE ROBBINS (2006)

Dr Clive Robbins
Fonte:http://www.nordoff-robbins.org.uk/musicTherapy/aboutNordoff-Robbins/index.html

Musicoterapeutas, pioneiros que em parceria desenvolveram a abordagem denominada Nordoff Robbins. Baseada nos princípios desenvolvidos pelo pianista e compositor Paul Nordoff (1909-77) e do pedagogo britânico Clive Robbins (1927). Através da improvisação em Musicoterapia, trabalham com crianças, adolescentes e adultos na promoção da inclusão social.

Definição – Musicoterapia Criativa
 “Musicoterapia é uma ciência comportamental e uma experiência estética que utiliza a música como ferramenta para produzir mudanças positivas no comportamento humano. Essas mudanças podem ser educacionais, sociais, emocionais ou da esfera da reabilitação” (apud BRUSCIA, 2000, p. 282).
Baseia-se na crença de que a música transpõe as barreiras das dificuldades na comunicação verbal e limitações causadas por déficits no desenvolvimento  humano. Surge pela necessidade de encontrar e despertar a potencialidade que a criança com deficiência possui, independentemente de suas limitações físicas/psíquicas e/ou cognitivas. Paul e Clive acreditavam na liberdade criativa a partir do fazer musical.

É caracterizado pela improvisação musical (fazer musical) a partir da observação global do paciente/cliente pelo Musicoterapeuta e transformada em informações sonoro – musicais (matéria prima para a improvisação). É importante a participação de um Co Musicoterapeuta para a realização deste modelo pois enquanto o Musicoterapeuta improvisa, o Co musicoterapeuta estimula o paciente/cliente a participar desta improvisação interagindo através do canto, manuseio de instrumentos sonoro musicais ou através de movimentos corporais e/ou percussão corporal.

Abordagem Plurimodal

DIEGO SCHAPIRA

Musicoterapeuta argentino, fundador e coordenador do Programa ADM (Assistência, desenvolvimento e pesquisas em Musicoterapia) na comunidade Terapêutica Vicente López em Buenos Aires.

fonte: http://www.voices.no/columnist/colindexschapira.php

Diego Schapira

MAYRA HUGO

Musicoterapeuta uruguaia, fundadora e coordenadora do Programa ADM (Assistência, desenvolvimento e pesquisas em Musicoterapia)  no centro Nacional de Reabilitação Psíquica em Montevidéu.

fonte: http://www.voices.no/columnist/colindexhugo.php

Mayra Hugo

Este modelo começou a se configurar na década de 90. Segundo Schapira, surgiu pela necessidade de se denominar um conjunto de operações que não seguiam um único modelo específico, mas que tomavam por base grande parte do corpo de conhecimento referencial em Musicoterapia. É considero como plurimodal porque não toma uma técnica, procedimento ou recurso de maneira exclusiva. Ele permite, em sua plasticidade, que o Musicoterapeuta escolha e decida qual dos quatro pilares (1) improvisação musical; 2) Trabalho com canções; 3) Estimulação de Imagens e Sensações através do Som; 4) Uso seletivo da música editada) será mais adequado para cada momento do processo musicoterapêutico.

Guided Imagery and Music - GIM
HELEN BONNY

 Helen Bonny: Violinista e Musicoterapeuta

Helen Bonny signing new book.

Primeiros experimentos
Década de 60: pesquisadores do Maryland Psychiatric Reserch Center (MPRC) – experimentação em conjunto de LSD e música com pacientes terminais e usuários de drogas.
LSD/MÚSICA = LEVAM A ESTADOS ALTERADOS DE CONSCIÊNCIA  E, NESTES ESTADOS, O INDIVÍDUO PODE VIVENCIAR : AUMENTO DA EMOÇÃO, SUSPENSÃO DO SUPER-EGO, EXPERIÊNCIA DE CRIATIVIDADE.
Helen Bonny  percebeu que  o LSD era dispensável pois só a música quando escolhida com “conhecimento e discriminação podia produzir um estado alterado da mente o que permite uma participação e observação simultânea de eventos e da experiência da pessoa” (Barcellos, apud Skaggs, 1992p.77).
Após exaustiva pesquisa, Bonny apresentou o método GIM utilizando-se da técnica de audição musical através de músicas pré selecionadas (numa seqüência cuidadosamente organizada) em programas. O Objetivo é proporcionar maior conhecimento de si próprio através da obtenção dos estados possíveis de consciência. A aplicação se dá com o Musicoterapeuta facilitando a imersão do paciente/cliente nestes estados através dos programas elaborados por Helen Bonny.

EXPERIÊNCIAS IMPROVISACIONAIS E
RECEPTIVAS SEGUNDO KENNETH E. BRUSCIA

Kenneth E. Bruscia: Musicoterapeuta, PhD, professor do Curso de Musicoterapia da Temple University, Philadelphia – USA.

fonte: http://www.musicoterapia-rj.com.br/musicoterapia/personalidades.html

Experiências de  Improvisação

“Nestas experiências, o paciente/cliente faz música tocando ou cantando, improvisando sozinho e/ou juntamente com o musicoterapeuta, outros clientes/pacientes e eventualmente com membros de sua família” (Bruscia, 2000, p. 124).

Ação das 64 técnicas de improvisação clínica:
(Mt. Lílian M.E. Coelho)

  1. Propiciam a nomeação de detalhes de práticas improvisacionais, gerando um repertório técnico-lingüístico específico musicoterapêutico;

 

  1. Promovem uma visibilidade da movimentação clínica;
  1. Servem como marca de um momento de ação e sinalizam a passagem para outro (ex: de uma técnicade criar espaço para uma técnica de completar). Além de gerar estratégias de atuação clínica (ex. iniciar com a técnica de dedução e depois complementar com a de...);

 

  1. Auxiliam na nomeação, posterior, de atividades clínicas intituladas “intuitivas”.
  1.  Geram componentes para a análise de processos avaliativos e evolutivos.

 

  1.  Auxiliam no deslocamento da teoria desencadeadora para uma espécie de “metateoria” propiciando articulações teóricas.
  2.  Propiciam uma organização detalhada do raciocínio clínico derivado do movimento de implementação.

8) Promovem repertórios para explicações extra-musicoterapêuticas (signos contra-significantes na relação de equipe transdisciplinar).

  1. Podem ser enfocadas pelas suas potencialidades (um grau máximo de efeito) e pelos seus limites (atrofiamentos na movimentação clínica, por exemplo, a técnica de imitar possui a potência de empatia com o outro mas, pode atrofiar a movimentação clínica por gerar o efeito de repetição do mesmo).

 

Algumas das 64 técnicas de improvisação clínica:
(resumo)

  1. TÉCNICA DE EMPATIA

 Imitar, Sincronizar,   Incorporar, Regular,  Refletir,  Exagerar(ampliar).

  1. TÉCNICAS DE ESTRUTURAÇÃO

 Base Rítmica,  Centro Tonal,   Dar Forma.

  1. TÉCNICAS DE INTIMIDADE

 Compartilhar Instrumentos, Dar de Presente, Criar Laços(união), Solilóquios (monólogos).

  1. TÉCNICAS DE DEDUÇÃO 

 Repetir, Modelar, Criar Espaços, Inserir, Estender Completar.

  1. TÉCNICAS DE REDIREÇÃO

Introduzir Mudança, Diferenciar, Modular, Intensificar,   Acalmar, Intervir, Reagir, Estabelecer Analogia.

  1. TÉCNICAS DE PROCEDIMENTO 

 Capacitar, Trocar, Pausa, Recuar, Experimentar, Conduzir, Ensaiar,  Executar,  Reproduzir,  Relatar. 

  1. TÉCNICAS DE EXPLORAÇÃO EMOCIONAL

 Holding (conter), Copiar, Contrastar, Fazer Transições, Integrar, Seqüênciar, Cisão(dividir),  Transferir, Tomada de papel,  Ancorar.

  1. TÉCNICAS REFERENCIAIS

Parear, Simbolizar, Recoletar, Associação livre, Projetar, Fantasiar, Contar Estória.

  1. TÉCNICAS DE DISCUSSÃO 

Conecta, Sondar(indagar), Clarificar, Resumir Feedback, Interpretar, Metaprocessar,  Reforçar, Confrontar, Revelar.

Experiências Receptivas

“Nestas experiências, o paciente/cliente ouve música e responde à experiência de forma silenciosa, verbalmente ou através de outra modalidade. A música utilizada pode ser ao vivo ou gravações de improvisações, execuções ou composições do cliente/paciente ou do musicoterapeuta, ou ainda, pode-se utilizar-se de gravações comerciais de músicas de diversos estilos... as respostas do cliente/paciente são moduladas de acordo com o objetivo terapêutico da experiência” (Bruscia, 2000, p. 129).

 

Divisão Didática das experiências receptivas segundo Bruscia, em Blocos efetuada para fins didáticos por Lílian M. Engelmann  Coelho

1             Escuta Somática    
            Entrainment
            Ressonância

           Corpo Fisiológico

                         Música Vibro-Acústica
                       
Biofeedback musical
            Anestesia Musical
            Relaxamento Musical
            Escuta Meditativa
           

 

* Escuta Subliminar esta experiência pode ser considerada uma intermediária entre
Corpo Fisiológico e Corpo e Movimento

Corpo e Movimento
Gesto Corporal

1             Escuta para a Estimulação
            Escuta Eurrítmica
            Escuta Perceptiva
            Escuta para a Ação
            Escuta Contingente
            Escuta Mediativa    

Audição, Linguagem e Pensamento

 
1             Atividades de Apreciação Musical
            Reminiscência (Musical) com Canções
            Regressão (Musical) com Canções
            Lembranças (Musicais) Induzidas com Canções
           Comunicação (Musical) com Canções
           Discussão de Canções

Música e Imagem (Imaginação)

                        
1             Escuta Projetiva
            Identificação Sonoro Projetiva
            Associação Livre
            Contar Histórias Projetivas
            Dramatização Musical
Escolha de Canções
                        Movimento Projetivo com Música
                        Desenho Projetivo com Música  

            Escuta Imagística
Imagem Musical Dirigida
Imagem Musical Não Dirigida
Imagem Musical Guiada
Imagem Musical Guiada Interativa

            Auto-Escuta

 

LILIAN MONARO ENGELMANN COELHO

 

Musicoterapeuta,
docente da Faculdade Paulista de Artes -
São Paulo - Brasil

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