Formação
- ARTÍSTICA
Piano; Composição; Experiência com : Pintura e Escultura.
- CIENTÍFICA
Médico; Psiquiatra(psiquismo fetal e autismo); Psicodrama(dinâmica de grupo).
- Primeiras Hipóteses
“Um fenômeno musical e uma pessoa não constituem um eixo musicoterápico” (benenzon 2000,p.17).
Há necessidade de um vínculo terapêutico, portanto, “SOU UM DEFENSOR DA MUSICOTERAPIA ATIVA” (definida atualmente, como Musicoterapia Interativa, baseia-se no “fazer musical” entre Musicoterapeuta e paciente/cliente).
Definição - Musicoterapia segundo Benenzon:
- A Musicoterapia é uma PSICOTERAPIA que utiliza o som, a música, o movimento, e os instrumentos corpóreo-sonoro-musical, para desenvolver, elaborar e reorganizar um vínculo entre Musicoterapeuta e paciente e/ou grupo, com o Objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente, reabilitando e recuperando-o para a sociedade.
MODELO BENENZON NO MUNDO:
Centro Benenzon. España; Fundación Mayeusis. Espana; Centro Benenzon. Italia; Centro Benenzon no Brasil http://www.centrobenenzon.com.br
Principais conceitos:
PRINCÍPIO DE ISO
“ Conjunto infinito de energias sonoras, acústica e de movimento que pertencem a um indivíduo e que o caracteriza”. (2000, p.34)
Identidade Sonora (ISO)
- Herança Sonora (vivências sonoras : gestação até a idade adulta).
- ISO – Conceito Dinâmico que se encontra em constante movimento de troca e que se nutre pelos processos de comunicação do indivíduo.
Objeto Intermediário
- todo elemento capaz de permitir passagem de energia de comunicação entre um indivíduo e o outro.
Objeto Integrador
- Instrumento corpóreo-sonoro-musical que permite a passagem de energia de comunicação entre mais de duas pessoas e, portanto, fluidifica simultaneamente mais de dois canais de comunicação.
Tempo Terapêutico
- adequação, harmonia e equilíbrio entre os tempos biológicos do musicoterapeuta e dos pacientes.
Musicoterapia Analítica
MARY PRIESTLEY
Musicoterapeuta inglesa, que desenvolveu método sustentado em teorias de Sigmund Freud, Melanie Klein e Donald Winnicott. Musicista, foi estimulada à Musicoterapia através do trabalho de Juliette Alvin e a partir de sua própria experiência no trabalho em Psicoterapia Analítica Junguiana. Desenvolve o Método de Musicoterapia Analítica na década de 60/70.
Fonte: http://www.voices.no/mainissues/mi40004000155.html |
Sem Foto |
csdfsd
Definição - Musicoterapia Analítica segundo Priestley
“Musicoterapia analítica é a utilização simbólica da música improvisada pelo musicoterapeuta e pelo cliente para explorar o mundo interno do cliente e criar condições para o crescimento. Não se trata de aula, psicanálise ou terapia mágica que permite ao terapeuta e ao cliente transcenderem todos os problemas. É uma forma de tratamento como qualquer outro que possui seus próprios limites e contra-indicações” (apud BRUSCIA, 2000, p. 283).
Para Priestley, a meta principal da musicoterapia é a de eliminar obstáculos que impedem o paciente de apreciar todo seu potencial e alcançar objetivos pessoais. Tomando a direção desta situação, a musicoterapia analítica não estabelecem objetivos nem metas específicos antes que comece a terapia, se não que permite o paciente revelar seus próprios objetivos potenciais e obstáculos quando surge no processo de terapia.
PAUL NORDOFF (1967)
|
 |
CLIVE ROBBINS (2006) |
 |
Musicoterapeutas, pioneiros que em parceria desenvolveram a abordagem denominada Nordoff Robbins. Baseada nos princípios desenvolvidos pelo pianista e compositor Paul Nordoff (1909-77) e do pedagogo britânico Clive Robbins (1927). Através da improvisação em Musicoterapia, trabalham com crianças, adolescentes e adultos na promoção da inclusão social.
Definição – Musicoterapia Criativa
“Musicoterapia é uma ciência comportamental e uma experiência estética que utiliza a música como ferramenta para produzir mudanças positivas no comportamento humano. Essas mudanças podem ser educacionais, sociais, emocionais ou da esfera da reabilitação” (apud BRUSCIA, 2000, p. 282).
Baseia-se na crença de que a música transpõe as barreiras das dificuldades na comunicação verbal e limitações causadas por déficits no desenvolvimento humano. Surge pela necessidade de encontrar e despertar a potencialidade que a criança com deficiência possui, independentemente de suas limitações físicas/psíquicas e/ou cognitivas. Paul e Clive acreditavam na liberdade criativa a partir do fazer musical.
É caracterizado pela improvisação musical (fazer musical) a partir da observação global do paciente/cliente pelo Musicoterapeuta e transformada em informações sonoro – musicais (matéria prima para a improvisação). É importante a participação de um Co Musicoterapeuta para a realização deste modelo pois enquanto o Musicoterapeuta improvisa, o Co musicoterapeuta estimula o paciente/cliente a participar desta improvisação interagindo através do canto, manuseio de instrumentos sonoro musicais ou através de movimentos corporais e/ou percussão corporal.
DIEGO SCHAPIRA
Musicoterapeuta argentino, fundador e coordenador do Programa ADM (Assistência, desenvolvimento e pesquisas em Musicoterapia) na comunidade Terapêutica Vicente López em Buenos Aires.
fonte: http://www.voices.no/columnist/colindexschapira.php |
 |
MAYRA HUGO
Musicoterapeuta uruguaia, fundadora e coordenadora do Programa ADM (Assistência, desenvolvimento e pesquisas em Musicoterapia) no centro Nacional de Reabilitação Psíquica em Montevidéu.
fonte: http://www.voices.no/columnist/colindexhugo.php |
 |
Este modelo começou a se configurar na década de 90. Segundo Schapira, surgiu pela necessidade de se denominar um conjunto de operações que não seguiam um único modelo específico, mas que tomavam por base grande parte do corpo de conhecimento referencial em Musicoterapia. É considero como plurimodal porque não toma uma técnica, procedimento ou recurso de maneira exclusiva. Ele permite, em sua plasticidade, que o Musicoterapeuta escolha e decida qual dos quatro pilares (1) improvisação musical; 2) Trabalho com canções; 3) Estimulação de Imagens e Sensações através do Som; 4) Uso seletivo da música editada) será mais adequado para cada momento do processo musicoterapêutico.
Guided Imagery and Music - GIM
HELEN BONNY
Helen Bonny: Violinista e Musicoterapeuta |
 |
Primeiros experimentos
Década de 60: pesquisadores do Maryland Psychiatric Reserch Center (MPRC) – experimentação em conjunto de LSD e música com pacientes terminais e usuários de drogas.
LSD/MÚSICA = LEVAM A ESTADOS ALTERADOS DE CONSCIÊNCIA E, NESTES ESTADOS, O INDIVÍDUO PODE VIVENCIAR : AUMENTO DA EMOÇÃO, SUSPENSÃO DO SUPER-EGO, EXPERIÊNCIA DE CRIATIVIDADE.
Helen Bonny percebeu que o LSD era dispensável pois só a música quando escolhida com “conhecimento e discriminação podia produzir um estado alterado da mente o que permite uma participação e observação simultânea de eventos e da experiência da pessoa” (Barcellos, apud Skaggs, 1992p.77).
Após exaustiva pesquisa, Bonny apresentou o método GIM utilizando-se da técnica de audição musical através de músicas pré selecionadas (numa seqüência cuidadosamente organizada) em programas. O Objetivo é proporcionar maior conhecimento de si próprio através da obtenção dos estados possíveis de consciência. A aplicação se dá com o Musicoterapeuta facilitando a imersão do paciente/cliente nestes estados através dos programas elaborados por Helen Bonny.
Experiências de Improvisação
“Nestas experiências, o paciente/cliente faz música tocando ou cantando, improvisando sozinho e/ou juntamente com o musicoterapeuta, outros clientes/pacientes e eventualmente com membros de sua família” (Bruscia, 2000, p. 124).
Ação das 64 técnicas de improvisação clínica:
(Mt. Lílian M.E. Coelho)
- Propiciam a nomeação de detalhes de práticas improvisacionais, gerando um repertório técnico-lingüístico específico musicoterapêutico;
- Promovem uma visibilidade da movimentação clínica;
- Servem como marca de um momento de ação e sinalizam a passagem para outro (ex: de uma técnicade criar espaço para uma técnica de completar). Além de gerar estratégias de atuação clínica (ex. iniciar com a técnica de dedução e depois complementar com a de...);
- Auxiliam na nomeação, posterior, de atividades clínicas intituladas “intuitivas”.
- Geram componentes para a análise de processos avaliativos e evolutivos.
- Auxiliam no deslocamento da teoria desencadeadora para uma espécie de “metateoria” propiciando articulações teóricas.
- Propiciam uma organização detalhada do raciocínio clínico derivado do movimento de implementação.
8) Promovem repertórios para explicações extra-musicoterapêuticas (signos contra-significantes na relação de equipe transdisciplinar).
- Podem ser enfocadas pelas suas potencialidades (um grau máximo de efeito) e pelos seus limites (atrofiamentos na movimentação clínica, por exemplo, a técnica de imitar possui a potência de empatia com o outro mas, pode atrofiar a movimentação clínica por gerar o efeito de repetição do mesmo).
Algumas das 64 técnicas de improvisação clínica:
(resumo)
- TÉCNICA DE EMPATIA
Imitar, Sincronizar, Incorporar, Regular, Refletir, Exagerar(ampliar).
- TÉCNICAS DE ESTRUTURAÇÃO
Base Rítmica, Centro Tonal, Dar Forma.
- TÉCNICAS DE INTIMIDADE
Compartilhar Instrumentos, Dar de Presente, Criar Laços(união), Solilóquios (monólogos).
- TÉCNICAS DE DEDUÇÃO
Repetir, Modelar, Criar Espaços, Inserir, Estender Completar.
- TÉCNICAS DE REDIREÇÃO
Introduzir Mudança, Diferenciar, Modular, Intensificar, Acalmar, Intervir, Reagir, Estabelecer Analogia.
- TÉCNICAS DE PROCEDIMENTO
Capacitar, Trocar, Pausa, Recuar, Experimentar, Conduzir, Ensaiar, Executar, Reproduzir, Relatar.
- TÉCNICAS DE EXPLORAÇÃO EMOCIONAL
Holding (conter), Copiar, Contrastar, Fazer Transições, Integrar, Seqüênciar, Cisão(dividir), Transferir, Tomada de papel, Ancorar.
- TÉCNICAS REFERENCIAIS
Parear, Simbolizar, Recoletar, Associação livre, Projetar, Fantasiar, Contar Estória.
- TÉCNICAS DE DISCUSSÃO
Conecta, Sondar(indagar), Clarificar, Resumir Feedback, Interpretar, Metaprocessar, Reforçar, Confrontar, Revelar.
Experiências Receptivas
“Nestas experiências, o paciente/cliente ouve música e responde à experiência de forma silenciosa, verbalmente ou através de outra modalidade. A música utilizada pode ser ao vivo ou gravações de improvisações, execuções ou composições do cliente/paciente ou do musicoterapeuta, ou ainda, pode-se utilizar-se de gravações comerciais de músicas de diversos estilos... as respostas do cliente/paciente são moduladas de acordo com o objetivo terapêutico da experiência” (Bruscia, 2000, p. 129).
Divisão Didática das experiências receptivas segundo Bruscia, em Blocos efetuada para fins didáticos por Lílian M. Engelmann Coelho
 |
Escuta Somática
Entrainment
Ressonância
|
Corpo Fisiológico
Música Vibro-Acústica
Biofeedback musical
Anestesia Musical
Relaxamento Musical
Escuta Meditativa
* Escuta Subliminar esta experiência pode ser considerada uma intermediária entre
Corpo Fisiológico e Corpo e Movimento
Corpo e Movimento
Gesto Corporal
 |
Escuta para a Estimulação
Escuta Eurrítmica
Escuta Perceptiva
Escuta para a Ação
Escuta Contingente
Escuta Mediativa |
Audição, Linguagem e Pensamento
 |
Atividades de Apreciação Musical
Reminiscência (Musical) com Canções
Regressão (Musical) com Canções
Lembranças (Musicais) Induzidas com Canções
Comunicação (Musical) com Canções
Discussão de Canções |
Música e Imagem (Imaginação)
 |
Escuta Projetiva
Identificação Sonoro Projetiva
Associação Livre
Contar Histórias Projetivas
Dramatização Musical
Escolha de Canções
Movimento Projetivo com Música
Desenho Projetivo com Música
Escuta Imagística
Imagem Musical Dirigida
Imagem Musical Não Dirigida
Imagem Musical Guiada
Imagem Musical Guiada Interativa
Auto-Escuta |
LILIAN MONARO ENGELMANN COELHO
Musicoterapeuta,
docente da Faculdade Paulista de Artes -
São Paulo - Brasil |
 |